No início do século XX, as mulheres brasileiras tinham muito menos direitos que os homens perante a sociedade. Mas aos poucos a mulher tem conquistado seus direitos enquanto cidadã.
Numere os fatos referentes à evolução da mulher, na seqüência histórica correta:
a) ( ) Surgiu a primeira delegacia de atendimento especializado à mulhe
b) ( ) Foi eleita a primeira mulher presidenta do Brasil.
c) ( ) O presidente Getúlio Vargas garantiu o direito de voto às mulheres brasileiras.
d) ( ) Foi eleita a primeira mulher para o cargo de Senadora.
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- Matemática - Fundamental | 05. Interpretando tabelas e gráficos
A figura abaixo mostra como uma família com 4 pessoas gastou seu dinheiro ao longo do ano de 2018. O item indicado como outros gastos representa os gastos com roupas, brinquedos para as crianças e outras coisas do tipo.
Disponível em: <http://www.ciencia.ufma.br/voce-sabe-qual-a-diferenca-entre-quadro-tabela-e-figura-a-gente-explica/>. Acesso em: 30 mai. 2019
Analisando o gráfico acima, é possível afirmar que essa família gasta a maior parte do seu dinheiro com
- Língua Portuguesa - Fundamental | 4.05 Narração e Dissertação
SOMBRAS ASSUSTADORAS
A coisa aconteceu mais ou menos assim: era aniversário do Marquinho da minha classe e lá fomos nós, um bando de meninos e meninas na sua festa. Comemos, bebemos, pulamos, gritamos, falamos, cantamos... até não poder mais. Lá pelas tantas, todo mundo cansado de comer, beber, correr, gritar, pular e cantar, fomos sossegando e sentando num sofá marrom, num dos cantos da sala. Marquinho, eu, Rita, Felipe, Marisinha, Tiago e Kikão. Era hora do bate-papo mais próximo, do assunto mais íntimo. Conversamos durante uma boa meia hora. Os assuntos iam e vinham com incrível facilidade e velocidade. Falávamos de jogos, de televisão, de escola, dos irmãos, dos inimigos. A certa altura da conversa, quando a sala estava quase vazia e só nós conversávamos ali no canto, o assunto que veio foi o medo. Não o medo da professora e da bronca da mãe, nem o medo de apanhar do vizinho maior ou medo de levar bomba na escola. O medo de que começamos a falar era o medo de almas do outro mundo, de cemitérios, de defuntos, de mortos-vivos... De todos nós, Marquinho era o mais quieto e o que menos falava.
- Pô, Marquinho, você está com tanto medo que nem abre a boca?!
Ele mal abriu a boca para explicar:
- É medo, mesmo.
Felipe entrou na conversa.
- Medo de quê, cara? Medo é coisa de mulher!
As meninas, discordando da afirmação, mas também com medo, não abriram a boca, enquanto ele continuava a provocação:
- Medo é coisa de maricas, Marquinho.
Marquinho tentou explicar-se:
- Eu tenho medo mesmo. E não tenho vergonha de dizer. Se você quiser achar que é só mulher que tem medo, problema seu!
- Chiii! Cada homem medroso... parece mulherzinha.
Eu também entrei na conversa.
- Quer dizer que você não tem medo, Felipe?
Ele olhou para mim, com uma cara que eu não entendi se era de gozação ou de medo disfarçado, e respondeu:
- Não tenho, não. Medo passa longe de mim.
O diz-que-diz rolou mais um pouco, com Felipe, provocador, dizendo não ter medo de nada e o resto de nós não acreditando na sua exibição. Foi o próprio aniversariante quem deu a dica para passarmos a limpo nossa discussão.
- Você pode provar para nós que não tem medo?
- Posso.
- Agora?
- Qualquer hora.
- Então vou te fazer uma proposta. Se você provar que não tem medo, eu vou na escola vestido de mulherzinha...
- E se eu não provar?
- Você vai na escola, durante a semana inteira, com uma placa de cartolina, na qual escreveremos “eu sou medroso”. Você topa?
Esfregando as mãos, aparentando satisfação imensa, Felipe respondeu imediatamente:
- Está topado. Topadíssimo! Pode fazer a proposta.
Marquinho pensou por alguns segundos, enquanto todos nós fizemos um silêncio esperançoso.
- Você deverá sair dessa sala, passar pela cozinha, abrir a porta e entrar no salão sem acender as luzes!
O salão ao qual Marquinho fazia referência era o salão que ficava no fundo do quintal da sua casa, onde tinha sido feita a sua festa de aniversário. Era um salão grande, mas separado da casa pelo quintal. Estava tudo escuro.
- Prepare-se, Marquinho. Quero ver você vestido de mulherzinha na escola...
- Não cante vitória antes, Felipe!
- A vitória é para já!
Felipe ia saindo quando Marquinho deu-lhe uma última recomendação:
- Só quero que você saiba o seguinte: quando nós mudamos para essa casa, toda a vizinhança dizia que o salão era mal assombrado, que, no escuro, duas sombras humanas ficam vagando lá dentro. Eu não acredito nisso de sombra; eu só escuto vozes gemendo à noite. Mas acho que você não se incomoda com essas coisas, né?!
Eu juro que vi o Felipe atrapalhar-se com um risinho meio nervoso e diminuir levemente seus passos. Seria medo?
Bem... a resposta todos nós ficamos sabendo, menos de um minuto depois que ele saiu pela cozinha e se dirigiu ao salão. E foi uma resposta curta, seca e grossa: um grito bem dado, uma mistura de “ui, iau, uáá”, um berro bem sonoro, bem forte, que saiu de dentro do seu peito, passou pela sua garganta e veio correndo de volta, até a sala onde estávamos. Felipe chegou esbaforindo-se, quase primeiro que seu próprio grito, derramando-se de susto.
- Eu vi... eu vi...
Marquinho, já saboreando a derrota do falso corajoso, perguntou-lhe:
- Viu o quê?
E Felipe, sem pose nenhuma, foi explicando:
- Eu vi as sombras...
Marquinho caiu na gargalhada.
- Que sombras: eu inventei isso! Não tem sombra nenhuma.
- Claro que tem! Eu vi!
- Você viu foi o seu medo, Felipe.
- Vamos lá, vocês vão ver... eu mostro...
A esta altura da farra, fomos todos em bando, para o salão de festas ver as tais sombras. E não é que era verdade? Felipe tinha visto sombras assustadoras lá dentro, mas eram sombras das bexigas penduradas no teto, dos enfeites nas paredes e das pás do grande ventilador. Claro, todas essas coisas misturadas pelo vento suave que invadia o salão mais o medo de Felipe fizeram-no ver as sombras mais tenebrosas da sua vida.
A festa terminou assim, com aquele sabor de refrigerantes, sombras assustadoras e esperança de muita brincadeira na semana inteira. Afinal, alguém frequentaria as aulas com a tabuleta “eu sou medroso”.
(Fonte: GARCIA, Edson Gabriel. Meninos e meninas – emoções, sentimentos e descobertas. São Paulo, Edições Loyola, 2002. p.35-38.)
a) Em que momento da festa surgiu a conversa sobre o medo?
b) Para explicar melhor o assunto da conversa, o narrador dá alguns exemplos de medo que podemos sentir. Complete o quadro com os exemplos citados no texto.
c) Que característica diferencia esses dois grupos de medos?
d) Essa conversa fez algumas crianças sentirem medo. Pensando no momento e no local em que eles estavam conversando, o que pode ter contribuído para que as crianças sentissem medo?
- História - Fundamental | 05.3. Registros da história: a nossa cultura
a) Extrair ouro e diamantes cumprindo as regras e pagando os impostos estipulados pelo Estado ou fazê-lo de modo ilícito, praticando o descaminho. Segundo o texto qual alternativa mais praticada na Colônia?
b) Podemos afirmar que o descaminho e o contrabando era coisa de escravo? Justifique.
c) Qual objetivo da prática do descaminho?
- Língua Portuguesa | Habilidade 21
Viagens, nossa paixão há 50 anos
Viagem e turismo, ed. 197, ano 18, mar. 2012 (adaptado).
O trecho em destaque "Consulte aéreo", que aparece na publicidade sobre o Havaí, tem por objetivo:
- Língua Portuguesa | 1.2 Estratégias Empregadas na Construção do Texto
Herói na contemporaneidade
Quando eu era criança, passava todo o tempo
desenhando super-heróis.
Recorro ao historiador de mitologia Joseph Campbell,
que diferenciava as duas figuras públicas: o herói
[5] (figura pública antiga) e a celebridade (a figura
pública moderna). Enquanto a celebridade se
populariza por viver para si mesma, o herói assim
se tornava por viver servindo sua comunidade.
Todo super-herói deve atravessar alguma via crucis.
[10] Gandhi, líder pacifista indiano, disse que, quanto
maior nosso sacrifício, maior será nossa conquista.
Como Hércules, como Batman.
Toda história em quadrinhos traz em si alguma coisa
de industrial e marginal, ao mesmo tempo e sob o
[15] mesmo aspecto. Os filmes de super-herói, ainda que
transpondo essa cultura para a grande e famigerada
indústria, realizam uma outra façanha, que
provavelmente sem eles não ocorreria: a formação
de novas mitologias reafirmando os mesmos ideais
[20] heróicos da Antigüidade para o homem moderno.
O cineasta italiano Fellini afirmou uma vez que Stan
Lee, o criador da editora Marvel e de diversos heróis
populares, era o Homero dos quadrinhos.
Toda boa história de super-herói é uma história
[25] de exclusão social. Homem-Aranha é um nerd,
Hulk é um monstro amaldiçoado, Demolidor é um
deficiente, os X-Men são indivíduos excepcionais,
Batman é um órfão, Super-Homem é um alienígena
expatriado. São todos símbolos da solidão, da
[30] sobrevivência e da abnegação humana.
Não se ama um herói pelos seus poderes, mas pela
sua dor. Nossos olhos podem até se voltar a eles por
suas habilidades fantásticas, mas é na humanidade
que eles crescem dentro do gosto popular. Os superheróis
[35] que não sofrem ou simplesmente trabalham
para o sistema vigente tendem a se tornar meio bobos,
como o Tocha-Humana ou o Capitão América.
Hulk e Homem-Aranha são seres que criticam
a inconseqüência da ciência, com sua energia
[40] atômica e suas experiências genéticas. Os X-Men nos
advertem para a educação inclusiva. Super-Homem
é aquele que mais se aproxima de Jesus Cristo, e
por isso talvez seja o mais popular de todos, em seu
sacrifício solitário em defesa dos seres humanos, mas
[45] também tem algo de Aquiles, com seu calcanhar que
é a kriptonita. Humano e super-herói, como Gandhi.
Não houve nenhuma literatura que tenha me
marcado mais do que essas histórias em quadrinhos.
Eu raramente as leio hoje em dia, mas quando assisto
[50] a bons filmes de super-heróis eu lembro que todos
temos um lado ingênuo e bom, que pode ser capaz
de suportar a dor da solidão por um princípio.
FERNANDO CHUÍ Adaptado de http://fernandochui.blogspot.com
A utilização de testemunhos autorizados, como o de Fellini, é uma conhecida estratégia retórica.
O uso dessa estratégia produz, no texto, o efeito de: