(Unit)
( ) A piretrina age como inseticida porque é uma dicetona aromática.
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Questões relacionadas
- História - Fundamental | 02. Humanismo e Renascimento
Texto base: Leia o texto A história de Galileu Galilei Bom, tudo começou quando ele conheceu um instrumento inventado na Holanda, chamado luneta. Era o ano de 1609, e Galileu decidiu aperfeiçoá-la. Em um ano, ele conseguiu melhorar a capacidade de aumento e aproximação do instrumento em 20 vezes! Nascia ali o telescópio moderno. Na época, acreditava-se que todos os corpos celestes eram esferas perfeitas e imutáveis. Mas com seu instrumento de observação, Galileu conseguiu ver as formas acidentadas da Lua. Ele viu também manchas escuras se movendo na face do Sol, e percebeu que o planeta Vênus tinha fases como a Lua. Suas observações levavam a crer que Nicolau Copérnico estava certo quando disse que a terra girava ao redor do Sol. Por isso, Galileu foi repreendido pela Igreja Católica em 1616. Acatando as ordens da Igreja, Galileu silenciou sobre o tema por sete anos. Logo ele, que declamava suas ideias em alto e bom som em jantares e debates, teve que se calar. Mas não parou de produzir! Galileu pesquisou coisas que afrontassem menos as ideias da Igreja, como colocar os satélites de Júpiter a serviço da navegação para ajudar os marinheiros a calcular a longitude das embarcações no mar. FIGUEIRA, Mara. A história de Galileu Galilei. Ciência Hoje, 11 de ago. 2010. Disponível em <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/a-historia-de-galileu-galilei/>. Acesso em 13 out. 2013. (Fragmento)
Enunciado:
- A) Identifique no texto qual ideia Galileu estava defendendo e qual estava refutando.
- B) Analise qual foi a reação inicial da Igreja Católica frente às inovações científicas que marcaram o período do renascimento cultural.
- Língua Portuguesa | 1.3 Voz Autoral, Crítica e Perspectiva do Eu-Lírico
TEXTO 1
Poema de sete faces
[1] Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
[5] que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
[10] Para que tanta perna, meu Deus, pergunta
[meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
[15] é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
[20] se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
[25] Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
[30] botam a gente comovido como o diabo.
Carlos Drummond de Andrade. In Alguma poesia, publicado em 1930.
Obs. O "Poema de sete faces", de Carlos Drummond de Andrade, será usado como subsídio (ou suporte) para a leitura do poema "Com licença poética" (texto 2).
TEXTO 2
Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
[35] esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
[40] ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
[45] já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Adélia Prado. Bagagem. 24 ed. Rio de Janeiro/ São Paulo: Editora Record, 2007
Considere os versos seguintes de Adélia Prado (texto 2, linhas 36 e 37): Aceito os subterfúgios que me cabem, / sem precisar mentir. Por esses versos pode-se inferir corretamente que o sujeito lírico
- Biologia | 11. Fisiologia Humana e Comparada
Q28- A ureia é produzida pelo organismo a partir da amônia, por meio de um conjunto de reações químicas conhecido como ciclo da ureia. Disfunções clínicas podem interferir diretamente nesse ciclo, comprometendo ainda mais a saúde dos indivíduos.
Uma dessas disfunções é:
- Literatura | 5.2 Modernismo
(FUVEST 2008 1ª FASE) Considere as seguintes comparações entre Vidas secas e Iracema:
I. Em ambos os livros, a parte final remete o leitor ao início da narrativa: em Vidas secas, essa recondução marca o retorno de um fenômeno cíclico; em Iracema, a remissão ao início confirma que a história fora contada em retrospectiva, reportando-se a uma época anterior à da abertura da narrativa.
II. A necessidade de migrar é tema de que Vidas secas trata abertamente. O mesmo tema, entretanto, já era sugerido no capítulo final de Iracema, quando, referindo-se à condição de migrante de Moacir, “o primeiro cearense”, o narrador pergunta: “Havia aí a predestinação de uma raça?”
III. As duas narrativas elaboram suas tramas ficcionais a partir de indivíduos reais, cuja existência histórica, e não meramente ficcional, é documentada: é o caso de Martim e Moacir, em Iracema, e de Fabiano e sinhá Vitória, em Vidas secas.
Está correto o que se afirma em
- Língua Portuguesa - Fundamental | 4.05 Narração e Dissertação
Leia o texto “Diário de um banana”. A seguir, responda à questão.
DIÁRIO DE UM BANANA
As memórias de Greg Heffley
OUTUBRO
Segunda-feira
Bem, outubro finalmente chegou e só faltam trinta dias para o Dia das Bruxas. Esse é o meu dia favorito, mesmo com a mamãe dizendo que eu estou ficando velho para sair pedindo doces ou travessuras.
(...)
Essa noite, abriu a casa mal-assombrada da Escola de Crossland, e convenci a mamãe a levar eu e o Rowley.
O Rowley apareceu lá em casa vestindo a sua roupa de Dia das Bruxas do ano passado. Quando liguei para ele, mais cedo, falei para ir com roupas normais, mas é claro que ele não escutou. Tentei não me incomodar demais com isso, de todo jeito. Nunca me deixaram ir à casa mal-assombrada de Crossland, e eu não ia deixar o Rowley estragar tudo. O Rodrick me contou tudo sobre a casa e já faz uns três anos que eu quero ir.
De qualquer maneira, quando a gente chegou na entrada, comecei a pensar duas vezes se eu queria mesmo entrar. Mas a mamãe parecia estar com pressa para acabar com aquilo e empurrou a gente para dentro. Assim que a gente entrou, foi um susto atrás do outro. Tinha vampiros pulando em você, pessoas sem cabeça e todo tipo de coisa doida.
Mas a pior parte era a que se chamava Beco da Serra Elétrica. Tinha um cara grandão usando uma máscara de hóquei, com uma serra elétrica de VERDADE. O Rodrick me disse que a serra tinha uma lâmina de borracha, mas eu não ia me arriscar. Bem quando parecia que o cara ia pegar a gente, a mamãe interveio e nos salvou. Ela fez o sujeito da serra elétrica nos mostrar onde era a saída e acabou ali a nossa experiência na casa mal-assombrada. Acho que foi meio embaraçoso quando a mamãe fez aquilo, mas, só dessa vez, vou deixar passar.
Sábado
A casa mal-assombrada de Crossland me fez ficar pensando. Os caras estavam cobrando cinco pratas a entrada e a fila dava a volta na metade da escola. Decidi fazer uma casa assombrada, eu mesmo. Na verdade, tive que incluir o Rowley no negócio, porque a mamãe não me deixou transformar nosso primeiro andar numa mansão mal-assombrada. Eu sabia que o pai do Rowley também não ia ser louco pela ideia, então nós decidimos construir a casa no porão dele e não mencionar nada para os seus pais.
Eu e o Rowley passamos a maior parte do dia bolando um plano genial para nossa casa mal-assombrada. Esse foi nosso plano final:
Não quero ficar me gabando nem nada, mas o que a gente planejou era MUITO melhor do que a casa assombrada da Escola de Crossland.
Nos demos conta de que iríamos precisar espalhar a notícia do que estávamos fazendo, então pegamos uns papéis e fizemos um monte de folhetos. Eu admito que talvez tenhamos exagerado um pouquinho no anúncio, mas precisávamos ter certeza de que as pessoas iriam aparecer mesmo.
Quando terminamos de espalhar os folhetos pelo bairro e voltamos para o porão do Rowley, já eram 2:30 e nem tínhamos começado a montar a casa mal-assombrada. Então a gente teve que cortar umas coisas do plano original.
Quando deu 3:00, a gente olhou lá fora para ver se alguém tinha aparecido, e lá estavam cerca de vinte garotos da vizinhança esperando na porta do porão do Rowley.
Agora, eu sei que o folheto dizia que o preço era de cinquenta centavos, mas dava para ver que a gente tinha a chance de fazer um estrago. Então falei para os garotos que a entrada era dois contos e que cinquenta centavos tinha sido um erro de digitação.
O primeiro a soltar as duas pratas foi o Shane Snella. Ele pagou, nós o deixamos entrar e eu e o Rowley nos posicionamos no Salão dos Gritos.
O Salão dos Gritos era, basicamente, uma cama com eu e o Rowley de cada lado. Acho que talvez a gente tenha feito o Salão dos Gritos um pouco assustador demais porque, na metade dele, o Shane se encolheu debaixo da cama. A gente tentou fazer ele se arrastar para fora, mas ele não se mexia. Comecei a pensar em todo dinheiro que a gente estava perdendo com aquele menino empatando o Salão dos Gritos e soube que tinha de tirar ele de lá, rápido.
O pai do Rowley acabou descendo até o porão. Primeiro, fiquei feliz em vê-lo, porque pensei que ele podia nos ajudar a tirar o Shane de debaixo da cama e fazer nossa casa mal-assombrada voltar à ativa. Mas o pai do Rowley não estava muito a fim de ajudar. Ele queria saber o que a gente estava fazendo e por que o Shane Snella estava encolhido embaixo da cama. A gente contou que o porão era uma casa mal-assombrada e que o Shane tinha PAGADO para a gente fazer aquilo com ele, mas o pai do Rowley não acreditou.
Eu admito que, só dando uma olhada, não parecia uma casa mal-assombrada. Tudo o que a gente tinha tido tempo de montar era o Salão dos Gritos e o Lago de Sangue, que era só a velha piscina de bebê do Rowley com meio tubo de ketchup dentro.
Tentei mostrar para o pai do Rowley o nosso plano original para provar que a gente estava mesmo fazendo uma operação legítima, mas parece que isso não o convenceu. E, para encurtar a história, esse foi o fim da nossa casa mal-assombrada.
A boa nova é que, já que o pai do Rowley não acreditou na gente, não precisamos devolver o dinheiro do Shane. Assim, pelo menos ganhamos duas pratas hoje.
Fonte: KINNEY, Jeff. Diário de um banana. Cotia, SP: Vergara & Ribas editoras, 2008.
P.49-59.
a) Por que o narrador decidiu fazer uma casa mal-assombrada?
b) Por que teve que incluir seu amigo Greg no negócio?