(UEFS) O ato de medir afeta a grandeza medida, e isso se torna tanto acentuado quanto menor é o objeto da medida observado. Algo semelhante ocorre ao se observarem os elétrons em um átomo. A própria luz interage com eles e afeta a posição e a energia dessa partícula-onda. É, portanto, impossível ter certeza absoluta da posição de um elétron em um átomo, de acordo com o princípio de incerteza de Werner Heisenberg, (1901-1976).
A partir dessas considerações sobre o princípio de incerteza associado aos modelos atuais de estrutura atômica da matéria, é correto afirmar:
Questões relacionadas
- Química | 2.1 Soluções e Coloides
(FASA) O sangue humano tem vários nutrientes dissolvidos, sais minerais, carboidratos e proteínas, que lhe conferem pressão osmótica da ordem de 7,8 atm. As hemácias no plasma estão adaptadas a essa pressão e, caso sejam colocados na água pura ou em soluções aquosas de maior concentração salina, não resistirão e perderão as funções. Por esse motivo, o soro fisiológico, solução de cloreto de sódio, NaCl, completamente dissociado, em água destilada estéril, a 0,93% (m/v), usado para infusão intravenosa na reidratação, possui isotonicidade em relação ao sangue. O soro glicosado, também isotônico, é uma solução de glicose, C6H12O6, a 5,7% (m/v), em água destilada estéril, facilmente absorvido pelas células, usado sob prescrição médica como energético e no tratamento de pacientes, alcoolizados, via endovenosa. No fenômeno biológico da desidratação infantil, em que ocorre perda de água e alterações da pressão osmótica do sangue, em caso de emergência, pode-se preparar um soro caseiro, dissolvendo-se em 1,0 litro de água filtrada e fervida, uma colher de cloreto de sódio e duas colheres de sacarose, C12H22O11, para restaurar o equilíbrio osmótico do sangue.
A partir dessas informações, associadas aos conhecimentos das Ciências da Natureza e admitindo-se que o sangue e as demais soluções estão a 27° C, é pertinente considerar:
- Língua Portuguesa - Fundamental | Não Possui Tópico Definido
O texto a seguir foi retirado de uma entrevista concedida por Arthur Caplan, um especialista em bioética, à revista Época. Leia. Arthur Caplan: Quem não toma vacina deveria ser procesado O especialista americano em bioética afirma que é preciso levar à justiça os pais que se recusam a vacinar os filhos. Diz que, por causa deles, os surtos de sarampo se tornaram mais frequentes. Em janeiro de 2008, um menino americano, então com 7 anos, viajou para a Suíça. Ele não fora vacinado contra sarampo e foi infectado pelo vírus na Europa. Ao voltar para casa, em San Diego, na Califórnia, o garoto causou o maior surto na cidade desde 1991. Mais de 800 pessoas foram expostas, num efeito cascata que se espalhou quando o menino foi à escola e ao pronto-socorro. Onze crianças adoeceram. Nenhuma fora vacinada. Outras 121 entraram em contato com pessoas contaminadas, mas não desenvolveram sintomas. Ficaram em quarentena. O surto, provocado por uma única criança, custou US$ 176 mil para o sistema de saúde e poderia ter causado perdas imensuráveis. O sarampo pode resultar em cegueira e até levar à morte. O risco é maior entre pessoas com baixa imunidade, como recém-nascidos ou pacientes em tratamento contra o câncer. Para um grupo de pesquisadores americanos, casos como esse demonstram que é hora de tomar medidas contra pessoas como os pais do menino de 7 anos. “Se você não vacinar seu filho e essa decisão causar danos ou provocar a morte de alguém, você deve ser processado por isso”, diz o filósofo americano Arthur Caplan, diretor da divisão de bioética do Centro Médico Langone, da Universidade de Nova York. [...] “Se esse movimento continuar a crescer, em dez anos teremos tantos casos de sarampo, caxumba e coqueluche quanto tínhamos na primeira metade do século passado”, disse Caplan em entrevista a ÉPOCA. ÉPOCA – Processar quem se recusa a tomar vacinas ou a vacinar os filhos não é uma medida drástica demais? Arthur Caplan – Debates como esse são importantes, porque fazem pensar. Talvez os pais que são contra as vacinas reflitam duas vezes antes de mandar o filho doente para a escola. Se souberem que podem ser processados, as coisas talvez mudem. Já é tempo de alguém dizer: “Você pode escolher não se vacinar ou não vacinar seu filho. Mas, se essa decisão causar danos ou provocar a morte de alguém, você deve ser processado por isso”. Não conheço ninguém que tenha entrado na Justiça porque foi prejudicado por uma pessoa que não se vacinou contra sarampo, caxumba, coqueluche e outras doenças infectocontagiosas que podem ser evitadas. Mas estamos muito perto de isso acontecer. A maioria daqueles que recusam as vacinas acha que tem esse direito. É justo, eles têm mesmo. Por outro lado, devem arcar com as consequências. É preciso pagar financeiramente pelas implicações. Há o custo do tratamento de quem adoeceu, os danos causados por uma morte, se for o caso, e o custo para a sociedade, como a interdição de escolas e berçários. ÉPOCA – Nesses casos, o bem coletivo está acima dos direitos individuais? Caplan – É preciso ter uma visão mais sofisticada do que é um direito. Direitos individuais são importantes, mas meu direito de fazer o que eu quiser vai até o limite de causar danos aos outros. Se existe esse risco, há restrições. É como beber e dirigir. Você pode fazer, se quiser. Mas, se machucar alguém, terá de arcar com a responsabilidade. Levou tempo para as pessoas aceitarem essa ideia e para conseguirmos colocar em prática a punição contra quem bebe e dirige. É uma questão de tempo para que aceitem a proposta de responsabilizar quem recusa as vacinas. ÉPOCA – No artigo, o senhor e os outros pesquisadores analisaram o arcabouço legal americano antes de propor a punição. Chegaram a uma conclusão se o processo seria viável? Caplan – Achamos que seria possível, sim, reivindicar indenização para esses casos. Seria uma grande batalha jurídica, mas, do ponto de vista legal, é possível ajuizar o processo. Temos condição de mostrar quem contaminou quem. Isso é feito o tempo todo, muitas vezes pelo pessoal da epidemiologia. Podemos falar: “Você foi quem causou o surto”. Com base em informações sobre onde a pessoa circulou, quem foi exposto, o padrão da doença. Podemos traçar o caminho. Também é possível analisar o material genético do vírus ou da bactéria para saber de onde veio. É uma área emergente de pesquisa, mas existe. [...] BUSCATO, Marcela. Época, 17 set. 2013. Disponível em: <http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/09/barthur-caplanb-quem-nao-toma-vacina-deveria-ser-processado.html>. Acesso em: 7 jun. 2017. Adaptado. Glossário
Bioética – campo de estudo referente às implicações éticas e filosóficas de certos procedimentos, tecnologias e tratamentos, em medicina e biologia, como transplantes de órgãos, engenharia genética e cuidados com doentes terminais.
Infectocontagioso – que produz infecção e se transmite por contágio.
Epidemiologia – ramo da medicina que se ocupa do estudo das epidemias e das maneiras de evitá-las e de combatê-las.
Emergente – que está se desenvolvendo.
Releia o trecho.
Debates como esse são importantes porque fazem pensar. Talvez os pais que são contra as vacinas reflitam [...].
No trecho em destaque, qual estrutura sintática foi utilizada pelo autor para expressar sua opinião?
- Geografia | 7.1 Ordem Geopolítica
Um dos traços marcantes do atual período histórico é, pois, o papel verdadeiramente despótico da informação. Conforme já vimos, as novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta, dos objetos que o formam, das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. Todavia, nas condições atuais, as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares (...) aprofundando assim os processos de criação de desigualdades.
(SANTOS, Milton. "Por uma outra globalização". Rio de Janeiro: Record, 2000.)
As redes informacionais criadas pela globalização são criticadas pelo autor por elas agirem no sentido de
- Geografia | 5.2 Migração
A Europa que baixa as suas fronteiras e se mostra acolhedora em face de determinadas pessoas e interesses econômicos faz precisamente o inverso quando se depara com mobilidades constituídas por cidadãos pobres e/ou pertencentes a minorias étnicas, quase sempre imaginados como uma ameaça à sua harmonia socioeconômica e segurança interna.
SACRAMENTO, Octávio. A Europa, as migrações e o cosmopolitismo. Pensamiento Americano, v. 9, n. 17, p. 19-31, 2016.
A crítica presente no texto acerca das migrações contemporâneas no contexto europeu é direcionada à
- Física | 4.4 Lentes e Visão
(FUVEST 2018 1ª FASE) Câmeras digitais, como a esquematizada na figura, possuem mecanismos automáticos de focalização.
Em uma câmera digital que utilize uma lente convergente com 20 mm de distância focal, a distância, em mm, entre a lente e o sensor da câmera, quando um objeto a 2 m estiver corretamente focalizado, é, aproximadamente,